Douglas Lorite, do basquete 3×3: “queremos chegar bem preparados”

O Pré-Olímpico de Basquete 3×3 (modalidade estreante no Programa Olímpico em Tóquio) vai ocorrer entre os dias 26 e 30 de maio de 2021, na cidade austríaca de Graz. O anúncio foi feito na última semana pela Federação Internacional de Basquete (FIBA).

Serão 20 equipes em cada naipe divididas em quatro grupos, com cinco seleções cada um. As duas melhores de cada grupo seguem adiante até a definição das três melhores que estarão garantidas em Tóquio.

“Ainda estamos aguardando algumas definições por parte da FIBA. Mas, de qualquer forma, temos os atletas em stand-by. Existe uma programação para fazermos uma etapa legal de treinos no ano que vem. O adiamento da Olimpíada foi bom. Talvez até consigamos viajar antes do torneio para disputar amistosos. O orçamento já foi mandado. Dependemos da aprovação. Mas a ideia é chegarmos com uma equipe bem preparada”, comentou à Agência Brasil o técnico da seleção masculina, Douglas Lorite.

O comandante brasileiro considerou positiva  também a ida de alguns atletas do 3×3 para o basquete tradicional, como aconteceu com o ala Jefferson Socas, do Blackstar de Joinville. “É importante que os atletas possam se manter ativos enquanto não estamos na temporada de 3×3 aqui no Brasil. Prefiro até que eles consigam conciliar a vida deles jogando o tradicional e depois possam voltar mais fortes”.

Outra dúvida é sobre os grupos do Pré-Olímpico. Sorteio realizado no ano passado colocou o Brasil ao lado da Mongólia, Polônia, República Tcheca e Turquia. “Ainda aguarmos a confirmação oficial. Mas é uma chave sem um destaque. Talvez a Polônia e a Mongólia tenham um pouco mais de experiência. Mas são equipes equilibradas. Eu costumo dizer que é mais fácil ganhar uma medalha olímpica do que se classificar para os Jogos. Precisamos de um pouco mais de “rodagem”, temos que treinar mais e ter um intercâmbio maior com jogadores internacionais”.

Uma preocupação específica do técnico brasileiro é a seleção espanhola. Já que, recentemente, o pivô Marc Gasol, jogador do Toronto Raptors e da seleção do país europeu, anunciou que vai investir na formação de uma equipe profissional de basquete 3×3 no Girona Basket, clube do qual ele é proprietário. “A gente sabe da estrutura que eles têm e o dinheiro que o Marc tem para investir no esporte. Mas não tem jeito. Vamos treinar para conseguir essa vaga”.

Ainda vai ocorrer um outro classificatório, em Budapeste, na Hungria, sem data definida, com as seleções nacionais que não participaram das edições olímpicas de 2012 e 2016 no basquete tradicional. O Brasil não vai participar desse torneio, já que esteve presente nas disputas do basquete 5×5 em Londres e no Rio de Janeiro.

Pelo ranking mundial do 3×3, China, Japão, Sérvia e Rússia estão garantidos em Tóquio no masculino. E, entre as mulheres, China, Mongólia, Romênia e Rússia já têm a vaga.


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Coluna – Os riscos e as oportunidades do clube-empresa no Brasil

O abismo que separa a indústria do futebol brasileiro da que se vê nas principais ligas europeias pode ser reduzido se os próximos passos foram bem dados. Um estudo divulgado nesta terça-feira (30) pelo Itaú BBA, assinado pelo consultor de Finanças do Esporte, Cesar Grafietti, mostra que o momento, apesar de difícil, é oportuno para mudanças e comprova o quanto nossos clubes já deixaram de evoluir por amadorismo, individualismo e problemas de gestão.

Primeiro exemplo: em 2019, as receitas diretas dos clubes da Série A do Brasileirão totalizaram 1,1 bilhão de dólares, ou 0,06% do PIB. Na Espanha, esse percentual chega a 0,25%, que se aplicado no PIB brasileiro nos permite pensar que há espaço para os clubes da primeira divisão daqui faturarem mais R$ 17 bilhões!

Segundo exemplo: nas principais ligas europeias, os direitos de transmissão são negociados coletivamente e, na Inglaterra, chegaram a 3,4 bilhões de euros. No Brasil, com negociação individual, eles totalizaram 473 milhões. Evidente que há outra diferença: a renda média do cidadão em cada país. Mas é possível fazer um cálculo usando cada um desses fatores. E se usarmos a Itália como referência, por exemplo, a negociação coletiva no Brasil teria condições de chegar a quase 900 milhões!

Esse tipo de negociação é um dos passos a serem dados pelos clubes brasileiros. Outro seria um trabalho conjunto no Congresso, para que os dois projetos de lei que tramitam por lá – o PL 5082/16, na Câmara, e o PL 5516/19, no Senado – sejam agrupados num só, talvez até com a inclusão da MP 984, recentemente editada pelo Governo e que trata de mudanças na regra para a venda de direitos de transmissão das partidas de futebol.

Mas há uma discussão maior: afinal, vale a pena virar clube-empresa? Será esse o caminho? Aqui está uma questão de resposta difícil, porque até lá fora existem vários modelos implementados. Atualmente, no Brasil, existem 874 clubes de futebol profissional e apenas 9% (83) são clubes-empresas – os demais são associações sem fins lucrativos.

Brasil x Europa

Na Inglaterra, existem associações e empresas limitadas, com controle único ou compartilhado, e clubes de capital aberto, mesmo modelo usado na Itália. Na França e na Holanda os clubes podem ser administrados por pessoas físicas ou empresas. Na Espanha, apenas Real Madrid, Athletic Bilbao e Barcelona seguem como associações; os demais são empresas limitadas. Na Alemanha uma lei obriga os clubes a serem empresas. Em Portugal, o sistema é o de sociedade anônima desportiva.

Mas imagine no mesmo campeonato um clube/associação e um clube/empresa: este, com custos bem mais elevados por conta dos impostos que deve recolher, terá seu potencial de investimento afetado, com o risco, inclusive de ir à falência, estando em jogo o patrimônio próprio de seus donos. E será que o dirigente amador aceitará abrir mão de seu status para que um empresário tome as rédeas do negócio, do futebol? O torcedor vai aceitar um futebol mais empresarial, em que o lucro está também nas finanças e não apenas na conquista de taças?

Na Europa há clubes com acionistas únicos (PSG), de capital aberto (Manchester United), associações (Barcelona), e empresas mistas (Benfica).

Mas independentemente da opção a ser escolhida, há metas comuns a serem desenvolvidas, fundamentais no momento atual da indústria do futebol: aporte consistente de capital, internacionalização da marca, investimento em estrutura para a formação de atletas e até mesmo em um estádio próprio, investimento em tecnologia, reforços e luta por títulos e a transformação do clube em uma marca com inserções em diversas outras forma de entretenimento.

Em resumo, o estudo vem confirmar, e deixar bem claro, que o futebol brasileiro tem muito a evoluir se os clubes decidirem trabalhar de maneira conjunta. A transformação de uma associação em clube-empresa é uma boa alternativa, mas deve ser vista como oportunidade e não como solução. A resposta maior está na gestão. Se ela for eficiente, não importa se o clube for uma associação, como o Real Madrid; uma empresa de capital aberto, como a Juventus; um clube com dono, como o Liverpool, ou um de múltiplos acionistas, como o Bayern de Munique.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil


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Ferj propõe debate sobre jogos de futebol com público no Rio

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e a prefeitura do Rio manifestaram-se sobre a fase 3 das regras de flexibilização da cidade, que prevê a realização de jogos com a presença de público nos estádios a partir de 10 de julho. Entretanto, em coletiva nesta terça-feira (30), o prefeito Marcelo Crivella disse que não pode garantir, com certeza absoluta, a abertura nesta data.

“Eles [Conselho Científico] analisam a parte médica, e o prefeito vê a parte de transporte, segurança e como a população recebe essas medidas. O conselho diz: dia 10. Não quer dizer que é dia 10. A mesma coisa aconteceu quando dissemos que poderia abrir os shoppings. Teve shopping que não abriu. Estamos analisando”, afirmou Crivella.

Na última sexta-feira (26), a prefeitura informou, em publicação no Diário Oficial, que os torcedores podem ir às partidas, desde que usando máscara, mantendo distância de 4 metros quadrados dos outros e com o estádio recebendo um terço da capacidade de público permitida. O Maracanã, por exemplo, poderia ter jogos com 22 mil pessoas presentes.

Já o comunicado da Ferj defende o debate com vários órgãos e quer também  a participação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Em algum momento, embora ainda não definido na prática, tal situação deverá vir a se concretizar e para tanto torna-se fundamental um debate, em razão da complexidade do tema, em que possam ser analisadas as diversas variáveis que fazem parte das operações de jogo”, diz a entidade.


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Covid-19: Copa das Nações Africanas é adiada para 2022

A Copa das Nações Africanas prevista inicialmente para o ano que vem, foi adiada para  2022, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).  A decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) foi anunciada hoje (30) após reunião  por videoconferência. O evento estava programado para ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2021 em Camarões, na África Central. O país está mantido como sede da competição. 

“Após consulta às partes interessadas e levando em consideração a atual situação global, o torneio foi remarcado para janeiro de 2022. A data do torneio final e as demais partidas dos qualificadores serão comunicadas oportunamente”, explicou a CAF, por meio de nota oficial

A edição 33 da Copa Africana envolverá 24 países e ainda faltam quatro rodadas de jogos eliminatórios para definir todos os classificados.

A CAF também cancelou nesta terça-feira (30) a realização de torneios femininos previstos para este ano. A Copa Africana de Mulheres ficou para 2021, também na República dos Camarões. De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registra 12.592 infectados e 313 mortes causadas pela covid-19. pela doença.


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Governo anuncia prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600

Desde que foi decretada a pandemia mundial, e o isolamento social foi recomendado para evitar o contágio pelo novo coronavírus, o governo brasileiro ofereceu um auxílio emergencial no valor de R$ 600, para 60 milhões de trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados. 

Inicialmente, o benefício foi criado para ter três parcelas, mas agora o governo decidiu prorrogar o auxílio por mais duas parcelas. Em cerimônia na tarde desta terça-feira (30) o presidente Jair Bolsonaro anuncia a prorrogação do benefício.

Acompanhe ao vivo: 


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São Paulo ultrapassa 281 mil casos do novo coronavírus

O estado de São Paulo soma hoje (30) 281.380 casos confirmados do novo coronavírus, com 14.763 óbitos e 44.491 pacientes curados após receberam alta médica.

Segundo João Gabbardo, secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, o número de mortos está dentro da previsão esperada até o fim de junho, cujos dados serão finalizados amanhã. 

O estado projetava entre 15 mil e 18 mil óbitos por coronavírus até junho. “A previsão que tínhamos dos óbitos está absolutamente dentro do esperado e, provavelmente com os novos casos que devemos acrescentar até amanhã, vamos ficar um pouco abaixo dos 15 mil, que é nossa faixa inferior do intervalo projetado”, disse ele.

Já o número de casos confirmados está, como explicou, um pouco acima da média projetada pelo governo, entre 190 mil e 265 mil casos até o fim de junho. 

“O número de casos confirmados está um pouco acima da média, mas dentro do intervalo de confiança. Mas, se retirarmos, dentro desses 281 mil casos confirmados, em torno de 25% que foram confirmados por testes rápidos, vamos ficar com um quantitativo em torno de 210 mil, abaixo dos 235 mil [em média] que estávamos prevendo”, afirmou Gabbardo.  

Neste momento, há 5.452 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI) em todo o estado em casos confirmados ou suspeitos de coronavírus, além de 7.940 em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado é de 64,6%, enquanto na Grande São Paulo está em 66%.

Outros números

Segundo Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, nos últimos sete dias o estado apresentou redução de 2% no número de novas internações, na comparação com os sete dias anteriores. 

Também houve, segundo ela, redução de 5% em novos óbitos por coronavírus na mesma base de comparação. Isso se deve, principalmente, por causa da redução que vem ocorrendo tanto na capital quanto na Baixada Santista. 

“Na capital tivemos uma redução de 10% nas internações nos últimos sete dias e de 17% no número de óbitos. Na Baixada Santista tivemos também melhora expressiva, com redução de 13% em novas internações e de 22% nas mortes dos últimos sete dias”, disse.

A taxa de letalidade do estado de São Paulo, que mede a gravidade da doença e se refere ao percentual dos casos da doença que resultam em morte, está em 5,2%, menor valor já registrado.

A taxa de isolamento social do estado de São Paulo ontem (29) foi de 46%, enquanto na capital atingiu 47%. O governo paulista considera um valor satisfatório acima de 55%, o que ajudaria a diminuir a propagação do coronavírus e evitar colapso no sistema de saúde.  


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Covid-19: circuito mundial de rugby sevens é encerrado precocemente

A temporada 2019/2020 do circuito mundial de rugby sevens foi encerrada precocemente nesta terça-feira (30), pela World Rugby (WR), entidade máxima da modalidade, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em nota oficial, a WR declarou campeãs as seleções masculina e feminina de rugby sevens da Nova Zelândia. De acordo com a nota, não haverá rebaixamentos nesta temporada, e desta forma, a seleção brasileira feminina – também conhecida como Yaras, classificadas em 12º lugar – seguirá na próxima edição do circuito mundial da modalidade. Já o time masculino do Brasil – os Tupis – perderam todos os jogos nesta temporada, e na próxima terão que brigar na divisão de acesso, a Challenger Series. 

O anúncio do encerramento antecipado do circuito mundial de rugby sevens ocorre após o cancelamento, ocorrido em março, de várias etapas, em virtude da pandemia. Na disputa masculina, foram suspensos quatro dos dez torneios previstos no calendário. Entre eles, os programados para acontecer em Londres (Reino Unido), Paris (França), Singapura e Hong Kong. Em relação ao feminino, três das oito competições também foram  extintas em março:  Hong Kong, Langford (Canadá) e Paris. 

“A decisão segue um diálogo detalhado e construtivo com as equipes anfitriãs e participantes, e foi tomada com a saúde e o bem-estar da comunidade de rugby e do público em geral como prioridade máxima, e de acordo com os conselhos relevantes do governo nacional e das autoridades de saúde pública”, diz a nota a WR.

O presidente do World Rugby, Bill Beaumont, aproveitou para parabenizar os campeões.

“Embora seja muito decepcionante para jogadores, fãs, organizadores e todos os envolvidos ter que cancelar esses eventos devido à pandemia global da covid-19, à saúde, o bem-estar da comunidade de rugby e da sociedade em geral permanecem a prioridade número um (…) Parabéns à Nova Zelândia por ter conquistado os títulos da série feminina e masculina após suas performances notáveis e consistentes antes do início da pandemia”.


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Projeto da Funarte apresenta espetáculos e oficinas pela internet

Estreia hoje (30) o projeto Bossa Criativa – Arte de Toda Gente, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Devido ao isolamento social imposto pela pandemia de covid-19, as apresentações e oficinas com mais de 80 convidados serão disponibilizadas pela internet, até o fim do ano. Em 2021, as atividades ocorrerão em cidades brasileiras tombadas como patrimônio mundial da humanidade.

O objetivo do projeto, que tem curadoria da Escola de Música da UFRJ, é democratizar o acesso à cultura e promover a diversidade artística e a economia criativa. O formato online será composto de pocket shows, apresentações curtas de 30 ou 40 minutos, e de videoaulas.

Os primeiros vídeos, que devem ser disponibilizados nos próximos dias, incluem shows de Xangai, Lucina, Chico Teixeira, Cristóvão Bastos e Clarisse Grova, Cátia de França, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise, Mestrinho e Bia Bedran, além de aulas com Jane Celeste e Tim Rescala. As crianças também terão uma programação destina a elas com apresentações e cursos.

As exibições vão fazer uma abordagem pedagógica da obra de cada artista, com informações sobre suas trajetórias, produções, memórias e influências. Já os cursos incluem linguagens artísticas como música, fotografia, artes plásticas, circo, dança e teatro, além de capacitação em áreas técnicas como restauro de patrimônio, criação e gestão de negócios criativos, elaboração de projetos culturais e captação de recursos.

O projeto vai lançar também um edital para selecionar novas propostas artísticas, culturais e de oficinas, além de um chamamento público para apresentação de trabalhos de mestrado nas áreas artísticas.

A transmissão ao vivo do lançamento do projeto será hoje às 18h, com o músico Chico Teixeira, a cantora, compositora e escritora Bia Bedran, o arquiteto Leonidas Oliveira, que é secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e o presidente da Funarte, Luciano Silva. A mediação do bate-papo será do coordenador do projeto, Marcelo Jardim, diretor artístico da Escola de Música da UFRJ.

Patrimônio da humanidade

Para o próximo ano, o projeto pretende levar atividades presenciais a nove cidades brasileiras com espaços reconhecidos pela Unesco como patrimônios culturais da humanidade.

Ainda sem data definida por causa da pandemia de covid-19, os eventos estão previstos para Minas Gerais (Ouro Preto e o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte), Brasília, Rio de Janeiro (capital e Paraty), Sergipe (São Cristóvão), Maranhão (São Luís), Pernambuco (Olinda) e Rio Grande do Sul (São Miguel das Missões).

Além das apresentações de música, circo, artes visuais, dança e teatro em praças e coretos, o Bossa Criativa levará também exposições, literatura, feiras de arte popular, gastronomia e artesanato. Artistas e empreendedores poderão participar também de cursos de capacitação e de aperfeiçoamento, presenciais e com duração de cinco dias.


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Contas públicas registram em maio saldo negativo recorde

Em meio à pandemia de covid-19, as contas públicas registraram, em maio, saldo negativo recorde. O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou déficit primário de R$ 131,438 bilhões, no mês passado, o maior resultado negativo mensal da série histórica iniciada em dezembro de 2001. Em maio de 2019, houve déficit primário de R$ 13,008 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 127,092 bilhões.

Os governos estaduais e municipais também registraram saldo negativo: R$ 4,259 bilhões e R$ 508 milhões, respectivamente.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 422 milhões no mês passado.

Resultado acumulado

De janeiro a maio, o déficit primário chegou a R$ 214,021 bilhões, contra o resultado positivo de R$ 6,966 bilhões, em igual período de 2019.

Em 12 meses encerrados em maio, o déficit primário ficou em R$ 282,859 bilhões, o que representa 3,91% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A meta para este ano era de déficit primário de R$ 118,9 bilhões. Entretanto, o decreto de calamidade pública dispensou o governo de cumprir a meta.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 8,963 bilhões em maio, contra R$ 34,550 bilhões no mesmo mês de 2019. De janeiro a maio, essas despesas acumularam R$ 152,133 bilhões, ante R$ 163,716 bilhões em igual período do ano passado.

Segundo o BC, os menores gastos com juros são explicados pelas reduções na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 2,25% ao ano, e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que são indexadores da dívida pública. Outro fator apontando pelo BC são os ganhos com operações de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Os resultados do BC com essas operações são transferidos para os juros da dívida pública, aliviando as contas públicas quando os contratos de swap são favoráveis à autoridade monetária.

Em maio, os ganhos com essas operações chegaram a R$ 3,5 bilhões, ante perda de R$ 1,6 bilhão, no mesmo mês de 2019.

Resultado nominal

Em maio, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 140,401 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 47,558 bilhões em igual mês de 2019. No acumulado de cinco meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 366,154 bilhões, contra R$ 156, 749 bilhões em igual período de 2019.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,983 trilhões em maio, o que corresponde 55% do PIB. Em abril, esse percentual estava em 52,8%.

Em maio, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,929 trilhões ou 81,9% do PIB, contra 79,8% em abril deste ano.

A dívida pública bruta é um indicador usado pelas agências de classificação de risco para avaliar a solvência das finanças de um país. Quanto mais alto o indicador, maior a desconfiança em relação à capacidade de um governo honrar os compromissos.


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Confiança do empresário de serviços cresce pelo segundo mês, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva do indicador, que havia avançado 9,4 pontos em maio (na comparação com abril).

Apesar de ter acumulado 20,6 pontos nos últimos dois meses, o indicador recuperou apenas 48% das perdas sofridas pela confiança do empresário de serviços brasileiro no bimestre de março e abril deste ano, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A alta em junho atingiu os 13 segmentos pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 7 pontos e atingiu 64 pontos. Já o Índice de Expectativas cresceu 15,1 pontos e chegou a 79,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada do setor de serviços diminuiu 0,8 ponto percentual, passando para 77,2%, atingindo um novo mínimo histórico da série iniciada em abril de 2013.


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