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Número de casos do novo coronavírus no Brasil ultrapassa 510 mil

O Brasil chegou a 514.849 casos do novo coronavírus, mais de meio milhão de pessoas infectadas com a doença, com a inclusão nas estatísticas de 16.409 novos casos. Com 480 mortes registradas nas últimas 24 horas, o número de óbitos pela covid-19 chega a 29.314. Os números foram atualizados, no início da noite deste domingo (31), pelo Ministério da Saúde.

Do total de casos confirmados, 278.980 (54,2%) estão em acompanhamento e 206.555 (40,1%) pacientes se recuperaram. Há ainda 4.208 óbitos em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes: 7.615. O estado é seguido, em número de óbitos, pelo Rio de Janeiro (5.344), Ceará (3.010), Pará (2.923) e Pernambuco (2.807).

Na sequência, aparecem Amazonas (2.052), Maranhão (955), Bahia (667), Espírito Santo (604), Alagoas (443), Paraíba (360), Rio Grande do Norte (305), Minas Gerais (271), Rio Grande do Sul (224), Amapá (222), Paraná (182), Distrito Federal (170), Piauí (161), Sergipe (158), Rondônia (156), Santa Catarina (136), Acre (148), Goiás (124), Roraima (116), Tocantins (73), Mato Grosso (61) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, aparecem nas primeiras posições do ranking São Paulo (109.698), Rio de Janeiro (53.388), Ceará (48.489), Amazonas (41.378) e Pará (37.961). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (34.639), Pernambuco (34.450), Bahia (18.392), Espírito Santo (13.690) e Paraíba (13.162).

Na comparação internacional, o Brasil figura em segundo lugar no número de pessoas infectadas (514 mil), atrás dos Estados Unidos (EUA), com mais de 1,7 milhão de casos, de acordo com balanço divulgado pela Universidade Johns Hopkins, que reúne os números oficiais dos países. Em número de óbitos, o Brasil ocupa a quarta colocação, atrás de Estados Unidos (104.319), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415).


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Covid-19: Federação atesta 1ª morte de jogador de futebol na Bolívia

A Federação Boliviana de Futebol (FBV) confirmou oficialmente a primeira morte de um jogador profissional no país vítima do novo coronavírus (covid-19). Deibert Román Guzmán, de 25 anos, faleceu no último dia 19, mas somente ontem (30) a FBV ofcializou falecimento do atleta. Ele defendia o Clube Universitário de Beni, da segunda divisão do campeonato nacional. Até ontem, a Bolívia registrava 9.592 casos confirmados e 310 mortes por covid-19.

 

No último domingo a FBF, por meio de sua conta no Twitter, já hava homenageado o atleta, com a mensagem: “A Federação Boliviana de Futebol expressa suas sinceras condolências à família e aos amigos de Deibert Román Guzmán, pedindo a Deus renúncia e força nesses tempos difíceis”.

Apesar do primeiro caso fatal, a entidade manteve agendada para a próxima sexta-feira (5) uma reunião com dirigentes de clubes para discutir a retomada da primeira divisão campeonato nacional, suspenso desde o dia 16 de março devido à pandemia.

Em entrevista à Agência Brasil, o jornalista Rainer Alberto Duran Urquizu, do jornal El Deber, de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), afirmou que ainda não há consenso sobre o retorno dos treinos presenciais. “A ideia dos clubes é continuar o campeonato, mas a direção da FBF ainda não tem uma definição, alguma data para tentativa [de retorno], alguma proposta. Isso gerou alguns protestos de dirigentes de diferentes clubes, que questionam o porquê de a Federação ainda não estar trabalhando neste sentido. Então, na sexta-feira é muito possível que se esclareça o panorama. A FBF criou uma comissão que está elaborando um protocolo para voltar os treinos e retomar o campeonato”.

Urquizu alerta ainda para a vulnerabilidade dos atletas, tendo em vista que não podem contar com um tratamento diferenciado em relação a qualquer outro cidadão que tenha sido infectado no país.

“O tratamento que os jogadores de futebol e atletas, em geral, recebem na Bolívia, nestes casos de covid-19, até onde temos conhecimento, é igual para qualquer outra pessoa. Não existe um tratamento preferencial. As condições na Bolívia não são das melhores, os hospitais estão saturados”, revela o jornalista. 

A competição nacional foi interrompida na 12ª rodada, com o The Strongest na liderança (21 pontos). Segundo Urquizu, está previsto para o próximo dia 10 de junho, um anúncio do Ministério dos Esportes da Bolívia comunicando as datas de retorno das práticas esportivas no país. 




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Rio de Janeiro decide amanhã tempo de prorrogação do isolamento social

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, vai prorrogar medidas de prevenção e enfrentamento à propagação do novo coronavírus no estado. De acordo com a assessoria do Palácio Guanabara, o decreto será publicado em edição extra do Diário Oficial desta segunda-feira (1º).

“As determinações continuam valendo durante esta semana e as forças de segurança pública do estado seguem auxiliando as ações das prefeituras”, indica a nota do governo, que não aponta até quando as medidas estarão em vigor.

Amanhã, haverá uma reunião do governo para tratar da reabertura gradual da economia. Representantes de diversas secretarias e da Comissão de Saúde participam do encontro, onde, segundo a nota, “serão discutidos o cronograma de flexibilização das medidas restritivas e as regras técnicas para cada área ou serviço”.

O prazo do atual decreto de Wilson Witzel, que definiu as medidas de isolamento no estado termina hoje (31).


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Protesto no Palácio Guanabara termina em confusão    

Manifestantes se reuniram na tarde de hoje (31) em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, para participar do ato “Vidas Negras Importam”, em protesto contra a violência policial nas favelas e pela morte do adolescente João Pedro, de 14 anos, morto durante uma operação policial no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo.

A manifestação começou às 15h e ocorria pacificamente com os integrantes carregando faixas contra a morte de negros em confrontos com a polícia, até que começou o conflito com a Polícia Militar, praticamente no final do ato. 

Os agentes jogaram bombas de gás e usaram spray de pimenta nos manifestantes. Houve muita correria nas ruas próximas ao Palácio. 

Procurada, até o fechamento dessa matéria, a Polícia Militar ainda não havia divulgado nota sobre o confronto.
 


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Aeroporto de Montevidéu é transformado em cinema drive-in

O Aeroporto de Carrasco, principal terminal aéreo do Uruguai, trocou as decolagens e aterrissagens de aviões por filmes. O estacionamento foi transformado em cinema drive-in após o surgimento do novo coronavírus. O local, que tem capacidade para aproximadamente 100 veículos, exibe sessões de quinta a domingo. De segunda a quarta, o espaço está reservado para sessões privadas ou eventos para empresas.

Os cinemas do país estão fechados desde que foi declarada emergência sanitária no Uruguai, no dia 13 de março. Agora, com a abertura do drive-in no aeroporto, os moradores de Montevidéu têm a oportunidade de desfrutar da experiência do cinema sem a preocupação de estarem em locais fechados, como as salas tradicionais. Para muitos, é a primeira saída recreativa com as crianças desde o início do surto de covid-19.

O espaço foi inaugurado no dia 23 com um show de música do DJ Sanata, um personagem caricato e divertido, criado pelo comunicador uruguaio Gonzalo Cammarota.

A iniciativa terá duração de dois meses e, além da exibição dos filmes, tem um cenário onde se organizarão espetáculos e eventos musicais. A tela do drive-in possui 20×16 metros e é a maior, ao ar live, da América do Sul.

A programação, atualmente com 11 filmes, é variada e possui obras infantis, como O Rei Leão e Dois Irmãos, e adultos, como Bohemian Rhapsody e Coringa. Às quintas, sextas e domingos, são exibidas duas sessões e, aos sábados, três.

Neste fim de semana, serão exibidos Dois Irmãos, Bohemian Rhapsody, O Roubo do Século (El Robo del Siglo) e Sonic.

Os idealizadores esperam realizar cerca de 80 exibições, com mais de 20 mil espectadores durante os dois meses em que a proposta funcionará.

Ingressos

Os ingressos custam 590 pesos uruguaios por veículo (cerca de R$ 73). As entradas para as sessões são vendidas apenas pela internet e os protocolos sanitários do Ministério da Saúde uruguaio são respeitados, como a obrigatoriedade do uso de máscaras pelos funcionários. Antes de cada filme, um anúncio com as medidas de higiene e prevenção são informadas ao público.

Quem for às sessões pode comprar lanches na praça de alimentação do aeroporto ou pelo próprio site da iniciativa, recebendo os alimentos diretamente no carro, para evitar contatos e cumprir com as medidas de distanciamento físico e prevenção de contágios. Os usuários podem utilizar os banheiros do aeroporto, cuja entrada é permitida apenas com o uso de máscaras. 

Os espectadores são convidados a fazerem doações para a campanha Unidos para Ajudar, uma iniciativa de arrecadação de alimentos, produtos de higiene, roupas e brinquedos, que são entregues para pessoas carentes e em situação de vulnerabilidade. 

A iniciativa é uma parceria entre o Aeroporto de Carrasco e as empresas Life Cinemas e Magnolio Media Group.


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Bolsonaro vai a manifestação de apoiadores em Brasília 

O presidente Jair Bolsonaro participou mais uma vez, neste domingo (31), de uma manifestação de apoiadores do seu governo no centro de Brasília. Os manifestantes se concentraram na área em frente ao Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. Também houve uma carreata que percorreu a Esplanada dos Ministérios. 

Antes de caminhar perto da multidão, o presidente sobrevoou, de helicóptero, a região da Esplanada e da Praça dos Três Poderes, de onde acenou para as pessoas. Um trecho desse momento foi transmitido ao vivo pela página de Facebook oficial de Bolsonaro.  

Após o pouso da aeronave, o presidente caminhou pela via em frente ao Palácio do Planalto e cumprimentou os apoiadores. Em um determinado momento, Bolsonaro montou em um cavalo da Polícia Militar do Distrito Federal, acenando para os apoiadores. Em seguida, retornou para o Palácio do Planalto, de onde embarcou novamente no helicóptero para retornar ao Palácio do Alvorada, residência oficial. O presidente e boa parte dos manifestantes não usavam máscara, obrigatória em locais públicos do DF. A multa pelo descumprimento da norma pode chegar a R$ 2 mil.

Vestindo roupas verdes e amarelas, parte dos manifestantes protestou contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas e cartazes contendo dizeres como “Abaixo a ditadura do STF” e pedidos de intervenção militar na Corte. Uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpriu, na semana passada, mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por disseminação ilegal de notícias falsas. Em entrevista no dia seguinte ao da operação, o presidente Jair Bolsonaro disse que a ação foi uma forma de censurar as mídias sociais.

Ontem (30), o presidente foi de helicóptero para a cidade de Abadiânia (GO), a cerca de 120 quilômetros de Brasília. Ele estava acompanhado do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, do ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e por um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Na cidade goiana, o presidente parou em uma lanchonete e cumprimentou populares.


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Acesso à internet é exclusivo no celular para 59% no Brasil

A pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular. O estudo indicou que a conexão estava disponível para 74% da população, o que correspondia a 134 milhões de pessoas, e em 71% dos lares no país.

O telefone celular foi praticamente “universalizado” entre os internautas brasileiros: 99% dos ouvidos relataram possuir o aparelho. Esta modalidade era menor até 2014, quando estava em 76% dos internautas, e se tornou a principal a partir de 2015.

Já o uso da internet por meio de computadores vem caindo. Em 2014, este era o meio mais comum, com 80%. Foi ultrapassado pelo celular e caiu pela metade deste então, chegando a 42% dos usuários de internet em 2019. Já o acesso pela televisão saiu de 7% em 2014 para 37% no ano passado.

Conforme a pesquisa, 90% dos brasileiros possuíam aparelho celular. Deste total, 62% contratavam planos pré-pagos. Nas classes D e E, este percentual sobe para 70%.

A dependência do celular varia bastante conforme as características socioeconômicas. Ela ficou em 79% na área rural e em 56% na urbana. Nas pessoas da classe A, o uso exclusivo era realidade para 11%, enquanto nas classes D e E era regra para 85% das pessoas. Na classe C, o índice também era alto, de 61%. O percentual também foi maior entre mulheres (63%) do que em homens (52%).

Essa condição também difere no recorte por escolaridade: é de 90% para analfabetos ou pessoas que só estudaram até a educação infantil, 61% para quem possui ensino médio e 19% para quem obteve diploma de nível superior. Já na avaliação por idade, o índice fica maior entre os adolescentes (65%) e idosos (65%) e menor na faixa intermediária, de 16 a 59 anos (56%).

Impacto de experiências

O coordenador do Cetic.br, responsável pela pesquisa, Alexandre Barbosa, observa como essa variação por renda impacta as experiências destes usuários. “É bom que tenha acesso, mas tem limitações para o desenvolvimento de muitas habilidades. Quem faz uso exclusivo do celular tende a ter um uso bem instrumental. Por exemplo: quando a gente avalia o uso múltiplo de dispositivos, o uso de governo eletrônico é maior. Aqueles pelo celular o patamar é 30 pontos a menos. Estamos caminhando no sentido de ter acesso amplo, mas não basta ter acesso”, disse.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e da Rede de Pesquisas em Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), Rafael Evangelista, há um efeito preocupante dessa dependência no uso. Isso porque há uma franquia limitada de dados e como os pacotes variam conforme a renda, um grande contingente contrata serviços com pouca capacidade, ficando relegado aos aplicativos gratuitos.

“As pessoas ficam reféns dos serviços grátis. Isso afunila para certas aplicações que fazem acordos com operadoras. Há uma concentração na informação muito restrita a certas aplicações, como WhatsApp. Tem problema que não consegue verificar a informação e não tem acesso livre, para que você escolha o que você está consumindo”, pondera, em referência ao problema da profusão de desinformação nas redes sociais.

Internet Aplicativos de mensagem

Uso de internet exclusivo por celular impacta as experiências dos usuários  – Marcello Casal JrAgência Brasil

Usuários por antena

A advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet e da Coalizão Direitos na Rede Flávia Lefévre destaca que a franquia existe porque a infraestrutura disponível para acesso à internet tem limites. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabelece a média recomendada de 1,5 mil usuários por antena. No estado de São Paulo, por exemplo, essa proporção varia entre 2,5 mil e 3,5 mil usuários por antena. Em alguns bairros de baixa renda da capital paulista, chega a 10 mil usuários por antena.

“A aposta que os governos fizeram de fazer a inclusão digital pela rede móvel está mostrando que leva a resultados indesejáveis e não inclui. Você vê que o uso principal é mensagem e redes sociais. Outros usos são poucos. As demais atividades estão circunscritas a classes A e B e C. Nesta pandemia, a gente está vendo estudantes de periferia com dificuldade de estudar em casa”, disse a advogada.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Telecomunicações (Sinditelebrasil), Marcos Ferrari, onde há competição e viabilidade para o investimento, a concorrência está permitindo uma melhoria da infraestrutura, como com o uso de fibra.

“Nas cidades menores, de baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], e em áreas menos favorecidas, há a necessidade de se ter políticas públicas que favoreçam a demanda (tributação menor), que incentivem o uso de recursos dos fundos setoriais para disponibilizar infraestrutura e que privilegiem nos editais de venda de licenças (como o 5G) compromissos de abrangência voltados à ampliação de backhaul óptico e infraestrutura de acesso”, defende.


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Estudo da FGV avalia preparo dos profissionais de saúde para pandemia

Um estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que reuniu impressões de 1.456 profissionais de saúde de todo o país sobre a pandemia de covid-19, apurou que somente 14,29% deles se sentem preparados para atuar no novo contexto. No total, 64,97% responderam que não sabem lidar adequadamente com a crise sanitária e os demais optaram por não avaliar a questão.

Descobriu-se que o tempo de serviço acaba não sendo um fator gerador de maior confiança para saber como agir durante a pandemia, considerando-se que 64,84% dos respondentes exercem suas atividades há mais de dez anos. Também através das entrevistas, feitas em ambiente online, no período de 15 de abril a 1º de maio, os pesquisadores constataram que a percepção muda conforme a região em que os profissionais se encontram. Em estados do Norte e do Nordeste, há um número maior de profissionais que declaram insegurança.

O estudo também revela que os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate à endemia (ACE) são os que se sentem menos capazes de enfrentar a atual conjuntura. Apenas 7,61% desse grupo julgam estar prontos para encarar os desafios impostos pela crise. Já entre os profissionais de enfermagem, a proporção dos que se acham preparados é de 20,09%.

Apesar dos contrastes verificados com a regionalização e recorte de categoria profissional, há um elemento que todos compartilham: o medo. O grau mais elevado, de 91,25%, foi registrado entre os ACS e os ACE, seguido por 88,24% de profissionais das equipes ampliadas da saúde, 84,31% dos trabalhadores da área de enfermagem e 77,68% dos médicos. Mais da metade (55%) disse conhecer alguém que foi infectado pelo novo coronavírus ou teve suspeita da doença.

A pesquisa mostra 32% dos profissionais receberam itens de equipamento de proteção individual (EPIs), caindo para 19,65% nas categorias de ACS e ACE. Na capital paulista, por exemplo, são os ACS que saem às ruas para levar orientações sobre medidas preventivas à população, ou seja, têm contato direto com outras pessoas, regularmente, tanto como médicos e enfermeiros.

No questionário online, os entrevistados opinaram, ainda, sobre as soluções oferecidas pelo poder público, no âmbito da pandemia. Os resultados mostram que mais da metade acredita que o governo tem deixado de prestar a devida atenção aos profissionais de saúde. Quanto ao apoio institucional por parte de governos estaduais, o índice de desaprovação é de 51%. Já quando se trata do governo federal, o nível atinge 67%. A falta de suporte de chefias diretas se sobrepõe às demais, sendo apontada por 71,82% dos entrevistados.

Outra queixa diz respeito a orientações sobre procedimentos. A maioria deles, porém, afirma não ter recebido nenhuma instrução. Segundo a pesquisa, 21,91% relata ter recebido treinamento específico sobre a pandemia, sendo que a maioria é de médicos.

“Também tem uma diferença importante entre a atenção primária e a atenção terciária. Na atenção terciária, em que estão os profissionais da área hospitalar, embora não estejam se sentindo preparados, estão se sentindo mais preparados que na atenção primária. E a mesma coisa com relação a EPIs”, complementa a coordenadora do NEB, Gabriela Lotta.

A pesquisa suplementa as informações indicativas de vulnerabilidade dos profissionais, abordando aspectos sobre a relação que têm mantido com pacientes. Nessa dimensão, observou-se que a pandemia tem provocado mudanças, como o distanciamento físico, citado por 88% dos entrevistados. Outro ponto, tomado como relevante por Gabriela, é o abalo ao alcance de recomendações que fazem aos pacientes e à população. A cientista política comenta que, em razão da disputa de discursos que o mundo vivencia e que divide a população entre aqueles que levam a situação com seriedade e outros que a minimizam, os profissionais de saúde tornaram-se alvo de hostilização. Muitas vezes, os gestos assumem a forma de agressões físicas, conforme apurou a Agência Brasil, em reportagem sobre violências cometidas contra funcionários de enfermagem, no estado de São Paulo.

“Os profissionais estão sendo hostilizados na rua e, inclusive, por pacientes com quem tinham vínculos históricos. Isso apareceu demais nos relatos de profissionais de atenção primária, enfermeiras e agentes comunitários. Tanto porque as pessoas têm medo de eles contagiarem e falam ‘não chegue perto de mim, porque você pode estar doente’, ou o contrário, pessoas que negam a doença e dizem ‘vocês estão querendo me doutrinar, querem que eu fique em casa’. Está um clima muito difícil para esses profissionais, porque, ao mesmo tempo em que estão com uma sobrecarga de trabalho, lidam com a hostilização, especialmente no caso brasileiro”, destaca Gabriela.

Até as 19h de sábado (30), o Brasil havia contabilizado 498.440 casos confirmados de covid-19, 268.714 casos em acompanhamento e 28.834 óbitos decorrentes da doença. Os dados constam de balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.


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Caminhos da Reportagem aborda rotina das crianças durante a pandemia

A pandemia da covid-19 parou o mundo, modificou hábitos e gerou temor entre as pessoas. E qualquer mudança na sociedade tem forte impacto sobre as crianças. Uma geração inteira que acompanha com a curiosidade infantil, muitas vezes sem entender a dimensão do problema, mas preocupada com seu futuro e de sua família. As várias realidades mostram que pelo país há diversos tipos de quarentenas e a desigualdade social também impacta a forma como as crianças vivenciam esse período. O Caminhos da Reportagem trata, neste domingo (31), da pandemia sob o ponto de vista das crianças que vão crescer sob o reflexo do novo coronavírus no mundo.

O programa foi feito de forma colaborativa: pais, famílias, as próprias crianças, coletivos de cinema e parceiros da TV Brasil registraram o que viram de perto em suas casas ou locais onde moram. Com isso, foi possível, mesmo em meio ao isolamento social, mostrar diversas realidades: crianças de classe média, da periferia, do interior do país e crianças indígenas que vivem o problema de formas diferentes, mas com a mesma preocupação.

Moradora de Paraisópolis (SP), onde divide um pequena casa de dois quartos com outras seis pessoas, a diarista Cristina Maria da Silva acompanha de perto toda a ansiedade e inquietação de quatro adolescentes e crianças que estão sem ir a escola, com aulas online e muita energia para gastar.

“A gente vai tentando fazer o que pode nessa quarentena para não ficar louca, porque ficar em casa todo esse tempo com as crianças, elas ficam estressadas, cansadas de só jogar videogame, só assistir TV ou brincar dentro de casa”, desabafa. 

Entre paredes: crianças na pandemia - Caminhos da Reportagem.

Entre paredes: crianças na pandemia – Caminhos da Reportagem, por TV Brasil

Já no sertão pernambucano, em Serra Talhada, os primos Davi Santos (4 anos) e Gustavo Silva (5 anos), que moram em uma comunidade rural, apesar da pouca idade já entendem que vivem tempos diferentes. Acostumados a brincarem com liberdade pela região, com contato diário com a natureza, eles estranham o confinamento, enquanto vêem na TV histórias assustadoras sobre um “monstro invisível”.  “Não pode ir para canto nenhum”, reclamam. Mas para Bruna Tainá Santos, mãe de Davi, o temor é outro: “eu tenho medo desse vírus chegar até aqui, o meu medo é do meu filho adoecer”. 

Entre paredes: crianças na pandemia - Caminhos da Reportagem.

Entre paredes: crianças na pandemia – Caminhos da Reportagem, por TV Brasil

Também no interior de Pernambuco, no município de Águas Belas, está a Reserva Indígena do povo Fulni-ô. Já há casos de covid-19 na região e as crianças indígenas estão assustadas. Yaysni Ferreira dos Santos (6 anos) e Tedya Ferreira Barbosa (8 anos) têm acompanhado o que acontece no mundo pelos jornais. “Eu estou com medo porque eu não quero ficar doente”, explica Yaysni. “As notícias que eu ouvi é que está tendo muita morte e estou com medo, a minha família também”, conta Tedya.

Entre paredes: crianças na pandemia - Caminhos da Reportagem.

Entre paredes: crianças na pandemia – Caminhos da Reportagem. – TV Brasil

Os irmãos José (9 anos) e os gêmeos Bento e Miguel (6 anos) moram em Curitiba, no Paraná. A família de classe média vive em uma casa com quintal que permite mais liberdade para as brincadeiras, mas as crianças também sentem o isolamento social. A mãe dos meninos, a empresária Ana Caroline Olinda, conta como está sendo para cada um deles: “O José muito mais ativo, precisa correr, tem muita energia. Já os gêmeos são mais caseiros, então eles têm sentido menos a quarentena”.

A nova escola

Entre paredes: crianças na pandemia - Caminhos da Reportagem.

Entre paredes: crianças na pandemia – Caminhos da Reportagem. – TV Brasil

Além da ansiedade e muita energia para gastar em casa, as crianças também têm que conviver com uma nova realidade: as aulas online. Nem alunos, nem professores estavam preparados para uma mudança tão rápida no cotidiano escolar. A professora Diana Cardoso é mãe de Marina, de 10 anos, e vive em casa os dois lados dessa realidade. Ela e a filha contam que no início foi difícil o ensino online sem muito planejamento. Mas, agora, a fase da adaptação foi superada. “Estou gostando das aulas, acho que está de uma maneira bem legal de aprender, mas preferia da forma antiga”, diz Marina.

Para Isabela John (11 anos), a escola particular onde estuda conseguiu fazer uma dinâmica interessante para os alunos, com aprendizado em sites científicos, uso de aplicativos, entre outros recursos. Mas ela sente falta de estar fisicamente na escola. “Eu estou usando uniforme nas minhas aulas online porque a gente se sente mais no clima da escola”, conta Isabela explicando uma estratégia para não sair da rotina.

A quarentena evidenciou um problema antigo de desigualdade no sistema escolar brasileiro, uma vez que o acesso a internet não é realidade nas casas de muitos estudantes.  Em  todo o Brasil, 4,8 milhões de crianças não têm acesso a internet – o que equivale a 17% de estudantes entre 9 e 17 anos, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online 2019. 

Outra preocupação durante a quarentena é a exposição ainda mais acentuada de crianças a telas. Alguns pais estabelecem horários, outros, para conseguir trabalhar, deixam livre o acesso à televisão, computadores, tablets e celulares. A psicóloga Raquel Manzini alerta para prejuízos com o uso exagerado desses eletrônicos.

“A exposição a telas pode causar aceleração desnecessária, problemas motores, de postura, de interação social, entre outros”, enumera.

Mas para o pediatra Daniel Becker, é preciso haver um equilíbrio. “Neste momento, acho que a gente precisa ser mais flexível, porque senão a gente enlouquece”, pondera. 

O programa Caminhos da Reportagem é exibido todos os domingos, às 20h, na TV Brasil.


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Governo atualiza programação orçamentária | Agência Brasil

A Presidência da República editou o Decreto Nº 10.385 atualizando a programação orçamentária do ano de 2020. Esta atualização envolve os gastos que o Executivo pretende realizar ao longo do ano.

Entre outras determinações, o decreto determina, entre outras coisas, o cronograma mensal de pagamento entre junho de 2020 e dezembro de 2020 relativo às dotações da Lei Orçamentária de 2020 e os restos a pagar das maioria das fontes de receita, excetuando, entre outras, a participação da União na capital de empresas, emendas impositivas individuais, emendas impositivas de bancada, emendas de comissão e emendas de relator. 

O decreto determina o pagamento, entre outros órgãos, da Presidência da República, de ministérios como o da Agricultura, da Economia, da Educação, da Defesa e da Saúde; agências como a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação; da Advocacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União.

O novo decreto atualiza o anterior, N° 10.249, de 19 de fevereiro de 2020, que havia definido os dispêndios do ano por órgãos no total e a cada mês, bem como as emendas individuais, de bancada e de comissão.

 


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