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Número de policiais militares mortos em janeiro no Rio sobe para sete

Sete policiais militares foram assassinados no Rio de Janeiro em janeiro de 2020. O sétimo foi o subtenente da reserva da Polícia Militar, Jobson João Lima da Silva, 56 anos, assassinado hoje (31) à tarde, junto com a companheira, quando passava de carro pela Avenida Brasil na zona oeste do Rio.

O militar e a companheira, Ana Angélica Gomes dos Santos, foram mortos a tiros numa tentativa de assalto. O carro do casal foi atingido por vários tiros por homens que também estavam de carro e emparelharam com o carro da vítima. Jobson e a mulher foram levados às pressas para o pronto-socorro do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiram aos ferimentos. O casal deixa um filho. 

A Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada para investigar o caso. Os agentes fizeram uma perícia no local e procuram por câmeras da região que possam ajudar a identificar a autoria do crime. 

O Portal dos Procurados do Disque-Denúncia está oferendo uma recompensa de R$ 5 mil a quem der informações que possam levar a identificação e prisão dos envolvidos na morte de Silva.

As informações sobre os assassinos devem ser passadas ao Disque Denúncia por meio do telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido. Todas as informações sigilosas sobre o caso serão encaminhadas para Grupo de Ação Conjunta (GAC), formado pela Delegacia de Homicídios e a Polícia Militar, que informou que tem como prioridade prender os envolvidos na morte de agentes de segurança pública no Rio.

Edição: Fábio Massalli


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Economia está preparada para crise do coronavírus, diz secretário

A economia brasileira está preparada para enfrentar uma possível crise por conta dos efeitos da epidemia de coronavírus na China. A avaliação é do secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyjo, que participou de um debate sobre os rumos do Brasil, nesta sexta-feira (31), no Rio.

“Nós estamos acompanhando com bastante atenção, porque é natural que haja uma preocupação quanto aos rumos da economia mundial e queremos entender qual a dimensão dessa ameaça. No entanto, no Brasil a gente está bem preparado, nós temos diversificação das nossas exportações, da nossa corrente de comércio”, disse Troyjo.

Para o secretário, é natural que quando um fator acomete a segunda maior economia do mundo isso traga impacto nas várias dimensões da atividade econômica. Porém, ele disse ter segurança de que as autoridades chinesas estão tomando todas as medidas cabíveis para que isso seja controlado e não seja um peso na atividade econômica global.

“Até o presente, nós não temos sinalização de nossas exportações que estejam sofrendo qualquer tipo de impacto mais significativo por conta disso. Vai depender muito da evolução, e isso não diz respeito só ao Brasil, mas a todos os países que fazem negócios com a China. Hoje, de cada dez países do mundo, sete tem a China como principal parceiro comercial”, disse.

Troyjo disse que o governo vem fazendo vários estudos sobre os possíveis impactos, caso haja um alastramento do coronavírus no mundo, mas demonstrou confiança de que a economia brasileira está forte. “Nós fazemos vários estudos. Temos uma ideia bastante clara do que isso possa significar para a corrente de comércio brasileira. A própria força da economia brasileira mostra que temos condições de absorver algum choque negativo que venha de fora”.

Brexit

O secretário falou também sobre o Brexit, processo de desligamento do Reino Unido da União Européia. Segundo ele, é interesse do Brasil estabelecer acordos comerciais com os britânicos.

“Nós temos conversado com os nossos colegas britânicos e temos todo o interesse em avançar em acordos comerciais com o Reino Unido pós-Brexit. Uma das prioridades do governo Bolsonaro é a multiplicação de acordos comerciais e um parceiro tradicional como os britânicos, sem dúvida alguma, poderiam constituir um grande destino ampliado para as exportações do Brasil. Os britânicos são um dos menos protecionistas. Nós vamos atrás de um acordo comercial com o Reino Unido”, disse Troyjo.

Edição: Fábio Massalli


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“Brasileiros não estão em prisão domiciliar”, garante diplomata chinês

O ministro conselheiro Song Yang, encarregado de negócios na Embaixada na China, afirmou em entrevista coletiva em Brasília que os brasileiros que estão em Wuhan “não estão em prisão domiciliar”. A cidade, que fica na província de Hubei, é o principal foco do coronavírus.

Conforme o diplomata, todos os países que quiserem buscar seus cidadãos poderão fazê-lo, mas deverão tomar medidas sanitárias, como quarentena antes e após o deslocamento, e providências de apoio logístico para o transporte em voo charter (não comercial).

“Não é muito aconselhável um cidadão [de uma área sob isolamento sanitário] fazer viagem em voo comercial. Temos que tomar cuidado para não servir de instrumento de transmissão”, assinalou.

A cidade Wuhan foi isolada por determinação do governo chinês. Além de voos comerciais suspensos, há barreiras na estrada da cidade que fica no centro do país e o transporte ferroviário também não está em funcionamento.

Song Yang também informou que os chineses que tenham vindo para o Brasil após o surgimento da epidemia foram orientados a ficar duas semanas em quarentena. A Embaixada da China garantiu dar apoio aos chineses que cheguem no Brasil.

Balanço apresentado pela diplomacia chinesa contabiliza que foram registrados 9.830 casos de coronavírus na China e há mais 15.238 pessoas sob suspeita de contágio. Duzentos e treze pessoas foram a óbito, e 218 que apresentaram a doença não estão mais infectadas.

Conforme os dados apresentados pelo encarregado de negócios na Embaixada na China, o coronavírus foi identificado em 22 países (excluindo Twain), totalizando 123 casos e nenhuma morte.

Ainda não há conhecimento científico sobre as causas e cura da doença, e o perfil das pessoas mais vulneráveis. O diplomata observa, no entanto, que “os idosos são mais afetados”.

Histórico do Coronavírus

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

Confira os principais sintomas e os cuidados para evitar o coronavírus.

Confira os principais sintomas e os cuidados para evitar o coronavírus. – Agência Brasil

 

Edição: Liliane Farias


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Crivella cria gabinete para aumentar segurança dos foliões no carnaval

O prefeito Marcelo Crivella vai criar, neste carnaval um gabinete de operação, que funcionará durante todo o período das festas na Sala de Crise do Centro de Operações Rio de Janeiro (COR). Caberá ao COR, à Riotur e à Secretaria de Eventos coordenar a integração de todos os órgãos municipais ligados ao evento.

De acordo com Crivella, o gabinete será uma espécie de quartel-general (QG) e atuará nos mesmos moldes do Gabinete de Crise que funcionou na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. O gabinete funcionará em tempo integral nos fins de semana entre 8 de fevereiro e 1º de março e encerrará os trabalhos depois do desfile das campeãs. As operações serão planejadas  durante a semana em reuniões de alinhamento e avaliação do que foi feito e do que pode melhorar.

“O importante é que a ordem e a paz prevaleçam enquanto as pessoas se divertem no carnaval e que os moradores sigam em suas rotinas e necessidades eventuais de deslocamento. Então, esse é um período que precisa de atenção redobrada para garantir alegria com ordem pública a todos, incluindo os turistas, que estão nos prestigiando em alta escala”, disse o prefeito.

O chefe do COR, Alexandre Cardeman, disse que a integração dos órgãos municipais ligados ao carnaval é importante em termos de planejamento e proporcionará agilidade na solução de problemas que apareçam durante os eventos. O Centro de Operações Rio é um espaço de monitoramento e gerenciamento de crises, com foco no trânsito e no clima. Mais de 600 câmeras monitoram a cidade para que os operadores identifiquem problemas e repassem as informações aos órgãos competentes. 

Edição: Nádia Franco


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Dólar passa de R$ 4,28 e fecha no maior nível desde criação do real

Em um dia marcado por forte volatilidade no mercado financeiro, o dólar voltou a subir e fechou no maior valor nominal desde a criação do real. O dólar comercial encerrou a sexta-feira (31) vendido a R$ 4,286, com alta de R$ 0,027 (0,63%).

Foi a terceira sessão seguida de alta da moeda norte-americana, que encerrou janeiro com valorização de 6,8% em relação ao real. Essa foi a maior alta para meses de janeiro em dez anos. A divisa sobe há cinco semanas seguidas. O euro comercial também subiu e fechou o dia em R$ 4,753, alta de 1,5%.

Nem a intervenção do Banco Central (BC) segurou a cotação. Hoje, a autoridade monetária vendeu US$ 3 bilhões das reservas internacionais com compromisso de recomprar o dinheiro em junho.

A turbulência repetiu-se no mercado de ações. Depois de uma recuperação ontem (30), o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 1,66%, aos 113.605 pontos. O indicador operou o dia todo em baixa.

A sessão foi marcada pelo receio de que o novo vírus descoberto na China traga impactos para a segunda maior economia do planeta. Ontem, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de emergência global  por causa da doença. A China e países próximos adotaram medidas para conter a disseminação da doença.

O anúncio pelo governo chinês de que o coronavírus terá menos impacto na saúde e na economia do que a epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, sigla em inglês), em 2003, foi insuficiente para acalmar o mercado . A taxa de mortalidade do vírus, até agora, está em 2%, menor que a de outras epidemias globais.

O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China. A expectativa de desaceleração da economia chinesa impacta diretamente países como o Brasil, que exporta diversos produtos, principalmente commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático. Com menos exportações, menos dólares entram no país, pressionando a cotação para cima.

As expectativas em torno da política monetária também interferiram nas negociações. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define os juros básicos no Brasil. Caso a taxa Selic – juros básicos – caia para 4,25% ao ano, o país se tornará menos atrativo para os investidores externos, e a entrada de dólares diminuirá.

Edição: Fábio Massalli


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China: coronavírus terá menos efeitos na saúde e na economia que Sars

O coronavírus causará menos efeitos na saúde da população mundial do que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 provocou mais de 8 mil internações e mais de 900 mortes em todo o mundo. A avaliação é do ministro conselheiro da Embaixada da China, QU Yuhui, em entrevista exclusiva à Agência Brasil. “[Em 2003,] a China não tinha experiência de tratar um problema dessa escala.”

Segundo ele, os cientistas chineses foram ágeis em descobrir o código genético do coronavírus e o governo decidiu rapidamente em isolar a província Hubei onde o surto começou, mobilizou 6 mil médicos para tratar de doentes e entrega até 5 de fevereiro dois novos hospitais com capacidade total de 2,5 mil leitos no subúrbio de Wuhan, epicentro da epidemia.

O tráfico por estrada e por ferrovia para Hubei está interrompido e Wuhan – a principal cidade da província com 11 milhões de habitantes (assim como São Paulo), e a área é cinco vezes maior que Londres (Inglaterra) – está isolada.

O isolamento pode causar impacto econômico. Wuhan é polo de manufatura e da indústria pesada e hub logístico para circulação de mercadorias e pessoas no centro da China. QU Yuhui pondera que “ainda é muito cedo para fazer uma avaliação exata quanto o grau de impacto desse vírus vai causar na economia”.

Segundo ele, a epidemia abrange o feriado do Ano Novo chinês (24 a 30 de janeiro este ano), quando há diminuição da atividade econômica. O diplomata aposta que o impacto será menor do que houve em 2003 com a Sars, quando o PIB chinês recuou 1,2 pontos percentuais. “A situação é bem diferente. Sars atingiu vários centros econômicos como Pequim e Hong Kong. O PIB chinês é cinco ou seis vezes maior [hoje]”.

O diplomata chinês raciocina que a reação da economia e dos mercados também dependem de como a China vai combater o vírus. “Estamos confiantes. A economia chinesa é mais resistente e o governo tem recursos, tem confiança e tem o apoio da cooperação para vencer essa batalha”.

A estratégia de buscar apoio da cooperação internacional em saúde e a iniciativa de divulgação têm objetivos econômicos. “É positivo e fundamental para não atrapalhar o fluxo comercial e o fluxo de pessoas”, explicou o ministro conselheiro QU Yuhui.

Ontem (30) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, elogiou a atuação do governo da China na contenção do coronavírus. A OMS decretou a epidemia como “emergência global”.

Até o momento, a Comissão Nacional de Saúde da China contabilizou 9.720 pessoas infectadas pelo coronavírus e 213 casos de morte. De acordo com esses dados, a taxa de mortalidade é menor que de Sars, 2,19% contra 10,87%. O diplomata chinês, porém, reconhece que não se pode ter um cálculo exato da taxa de mortalidade, “nem todos os casos foram descobertos”. Ele admite que a situação é “complexa” e que “100% das informações sobre o vírus ainda não estão descobertas, tanto quanto a origem como a forma de transmissão. Ainda não se sabe muito bem quais são as causas desse novo vírus.


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Temporal causa prejuízos de R$ 37 milhões ao comércio do Rio

Os prejuízos causados pelo temporal dos últimos dias 24 e 25 ao comércio das regiões Norte e Noroeste fluminenses somaram cerca de R$ 37,2 milhões, de acordo com pesquisa divulgada hoje (31) pelo Instituto Fecomércio RJ, da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro.

A sondagem consultou 569 estabelecimentos comerciais e apurou que 56,6% deles foram prejudicados. As fortes chuvas deixaram várias cidades inundadas após o transbordamento de três rios nas regiões. Os municípios mais afetados foram Varre-Sai, São João da Barra, Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Italva, Aperibé, Laje do Muriaé, São José de Ubá, Natividade, Porciúncula, Itaperuna e São Francisco do Itabapoana.

Segundo a pesquisa, 72,8% dos comerciantes entrevistados, afetados pelo temporal, relataram ter sofrido redução drástica de clientes; 27,2% citaram a falta de funcionários; 25,6% reclamaram do alagamento do estabelecimento ou do depósito; 17,6% sofreram danos à estrutura física do negócio e perda de mercadoria. Em 23,2% dos comércios, não houve entrega de mercadoria.

A pesquisa revela ainda que 32,8% dos entrevistados vão demorar em torno de 60 ou 90 dias para recuperar o prejuízo.

Fecomércio

A Fecomércio RJ é formada por 59 sindicatos patronais fluminenses e reúne 342 mil empresas, representativas de 71% dos estabelecimentos do estado e de 64% das vagas de trabalho com carteira assinada, o que significa 1,8 milhão de empregos formais gerados. A entidade representa os interesses do comércio de bens, serviços e turismo do estado do Rio de Janeiro.

Edição: Valéria Aguiar


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Governo e prefeitura de SP lançam plano para prevenção do coronavírus

O governo do estado de São Paulo, em parceria com a prefeitura da cidade, anunciou, hoje (31), um plano de contingência e a formação de um grupo para criar estratégias e ações de prevenção relacionadas ao coronavírus. Serão destinação R$ 200 mil para a compra de kits diagnósticos para o Instituto Adolfo Lutz e de insumos e equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, óculos e aventais para profissionais de saúde dos hospitais e laboratórios estaduais.

O plano de contingência será aplicado em todos os municípios do estado e será focado em três eixos: a vigilância em saúde (vigilância epidemiológica, formas de transmissão, definição de casos suspeitos, fluxos da doença, aeroportos e portos, confirmação laboratorial e prevenção), assistência (disponibilização de leitos e capacidade de atendimento para casos mais graves) e a comunicação para a sociedade (informações em site, redes sociais, mídia e boletins diários).

O grupo vai colaborar na análise de dados e de informações para subsidiar tomadas de decisões e definição de estratégias, preparação da rede e de ações de enfrentamento de emergências em saúde pública.

“Os profissionais de saúde que atuam em São Paulo estão sendo orientados sobre esse novo vírus e a importância de nos informar rapidamente sobre qualquer caso suspeito. Nossa rede está preparada para atender pacientes e conta com serviços de referência na área de infectologia para casos graves. Seguiremos vigilantes, orientando organizações públicas e privadas, veículos de comunicação e a sociedade civil, prezando pela agilidade e transparência”, disse o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann.

Capacitação

A capacitação dos profissionais do SUS tem apoio dos Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs), da Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS) e da Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde (CGCSS).

A prefeitura de São Paulo capacitará 1.000 profissionais da rede hospitalar e da atenção básica, que devem multiplicar essas informações para os 84 mil funcionários da Secretaria Municipal da Saúde.

A orientação é a de que assim que os primeiros sintomas do coronavírus surgirem – febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar -, o paciente procure o serviço de saúde mais próximo. Para ser considerada suspeita, a pessoa deve ter histórico de viagem para locais com transmissão local, como a China, ou ter tido contato próximo com pessoa com caso suspeito. O profissional de saúde vai avaliar se os sintomas indicam alguma probabilidade de infecção por coronavírus, tomar as providências para notificação e coletar material para exame laboratorial. O início do tratamento dos sintomas prevê medidas para isolamento do paciente.

A infecção por coronavírus apresenta manifestações parecidas com a de outros vírus respiratórios e não existe tratamento específico. Dependendo da condição clínica do paciente, o isolamento pode ser domiciliar. O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e evitar contato direto e o compartilhamento de objetos de uso pessoal. Sintomas muito intensos podem levar o paciente a ser hospitalizado.

Casos monitorados

De acordo com o secretário Henrique Germann, três casos suspeitos de coronavírus estão sendo monitorados no estado de São Paulo: um homem de 33 anos e um menino de seis, na capital, que voltaram da China em janeiro, e um homem de 45 anos, em Paulínia, no interior, que esteve na China e apresentou os sintomas após retornar ao Brasil. Todos estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar.

A investigação dos casos é feita com amostras biológicas dos pacientes, colhidas pelos hospitais e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz.

Edição: Fernando Fraga


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População de rua passa de 24 mil na cidade de São Paulo

O Censo da População em Situação de Rua identificou 24.344 pessoas vivendo nessa situação na cidade de São Paulo, em 2019. O número é 53% maior do contabilizado em 2015, quando foram encontradas 15.905 pessoas dormindo em calçadas ou abrigos públicos.

Entre as pessoas sem lugar para morar na capital paulista, 11,7 mil dormem em abrigos e 12,6 mil estão em calçadas ou sob viadutos. A grande maioria, 69,35, é negra, sendo 47,6% pardos e 21,7% pretos. Os indígenas somam 1,7% e os brancos, 28%. A grande maioria, 85%, são homens. Em relação à identidade de gênero, 386 se declararam transsexuais.

A região da Sé, no centro da cidade, registrou a maior concentração da população em situação de rua, com 45% do total. A Mooca, na zona leste, apareceu como a segunda região em número de pessoas sem casa, com 19% dessa população.

Crescimento

Segundo a Qualitest, empresa responsável pela realização do censo, o número de pessoas em situação de rua cresceu acima das estimativas, com base no ritmo de aumento dos últimos anos. Na velocidade que vinha aumentando, essa população deveria ser de 18 mil pessoas em 2019. No entanto, o resultado verificado nas ruas ultrapassou em 32% essa expectativa.

A maior causa apontada pelas pessoas para ficarem sem residência foram os conflitos familiares (50%). Outros fatores também apareceram com destaque nos questionários, como a perda do trabalho (23%), problemas com álcool e drogas (33%), a perda da moradia (13%) e a passagem pelo sistema penitenciário (3%).

Metodologia

O censo envolveu uma equipe de mais de 200 pessoas que percorreram as ruas da cidade durante nove dias para coleta das informações. Divididos em grupos, os pesquisadores percorriam os abrigos no fim de tarde e as calçadas durante a noite e madrugada. Todo o trabalho foi georreferenciado usando sistema de localização por satélite. As pessoas foram abordadas em 6,8mil pontos da cidade.

Serviços

Durante a apresentação dos resultados, o secretário de Governo, Mauro Ricardo, detalhou os programas que atendem a população de rua na cidade. São oferecidas 17,2 mil vagas em serviços de acolhimento e 3,3 mil em centros de convivência.

Segundo o secretário, estão previstas novas ações, como a criação de 2 mil vagas em repúblicas e a instalação de bebedouros e banheiros públicos em diversos pontos da capital. “Para evitar que as pessoas façam as suas necessidades em locais completamente inadequados”, enfatizou sobre a necessidade dos equipamentos.

Além disso, estão sendo abertas 1 mil vagas em frentes de trabalho com bolsa-auxílio entre R$ 698 e R$ 1.047 para trabalhos como jardinagem, cultivo de hortas e manutenção de praças.

Edição: Fernando Fraga


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Barragem do Descoberto atinge nível máximo de água

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou hoje (31) que a Barragem do Descoberto atingiu sua cota máxima chegando a 1.030 metros de água, com capacidade máxima no mês de janeiro.

De acordo com a Caesb, a represa que abastece 60% da população do Distrito Federal transbordou nesta sexta-feira. Em 2019, a barragem chegou a transbordar nos dias 10 de fevereiro e 15 de junho.

Em novembro a cota da Barragem do Descoberto estava em 1.027,70 metros com 64,5%. A companhia explica que a represa passará pelo período de seca de forma tranquila, e alerta a população lembrando o uso racional da água.” Isso significa que teremos água para passar pelo período de seca de forma tranquila, lembrando que o uso racional da água é essencial em qualquer situação”.

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) informou que a intensidade das chuvas do início deste ano contribuiu para recuperação do reservatório, após um período de precipitação abaixo da média. O volume total de água do Reservatório do Descoberto é 103 milhões de metros. Apesar da disponibilidade, a Adasa recomenda a manutenção das boas práticas de consumo racional da água.

Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Naiane Araújo, a previsão nos próximos dias para o Distrito Federal e toda região Centro-Oeste do país deve ser de bastante calor, nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Distrito Federal, em Goiás e no Mato Grosso. Trovoadas isoladas ocorrerão no oeste e sul do Mato Grosso do Sul e nas demais áreas do estado, parcialmente nublado. “O sol deve predominar neste fim de semana com leves pancadas de chuvas em áreas isoladas “.

Norte

Segundo a meteorologista, a região Norte deve continuar com pancadas de chuvas. O tempo deve ficar encoberto a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em grande parte da região, com possibilidade de chuvas isoladas em Tocantins e em Roraima, ficará nublado a parcialmente nublado.

Nordeste

Na Região Nordeste o tempo deve permanecer nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuvas isoladas no Piauí, Ceará, no Oeste e central do Rio Grande do Norte, no Sertão, Cariri e Seridó da Paraíba. Com chuva isolada nos sertões de Pernambuco, leste e Agreste de Sergipe, no sul, Recôncavo e nordeste da Bahia com máxima 37 graus na cidade baiana. Demais áreas, parcialmente nublado com possibilidade de chuva informou.

Sul

 A Região Sul do país deve ter o tempo nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Paraná, leste e norte de Santa Catarina, leste, nordeste e norte do Rio Grande do Sul. Demais áreas, nublado a parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada nos próximos dias.

Sudeste

Segundo previsões do Inmet, a Região Sudeste poderá ter dia nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em São Paulo e no Triângulo Mineiro, oeste e sul e sudoeste de Minas Gerais. Parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo, principalmente no sudeste e nordeste do estado.

“No Sul do Espírito Santo pode chover forte durante o fim de semana, e chuvas fortes ocorrerrão no Rio de Janeiro e em São Paulo”, explicou Naiane Araújo.

*Estagiária sob supervisão de Valéria Aguiar.

Edição: Valéria Aguiar


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